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terça-feira, 3 de julho de 2012

arquétipos ou esteriótipos?

Assisti hoje uma parte do Programa "Conexões Urbanas" em que a tema era poder e que, no bloco que eu vi, só mulheres foram entrevistadas. Entre os esteriótipos e devaneios sobre o a mulher na contemporaneidade, a funkeira Valesca Popozuda fechou o bloco dizendo que o poder é a pussy - aquela que nunca cairá (comparando com o pênis), tendo em vista que poder de verdade é aquele que é revelado na cama, na intimidade... Uma pena o canal não ter publicado esta declaração, mas enfim, contei!

Para quem não viu nada, tem declarações bem legais, mas nada comparado com a da Valesca.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

do seio á vagina de Courbet

aqui vai uma crônica que me instigou por revelar uma experiência da jornalista Eliane Brum com a sua empregada, o que me pareceu, a princípio, a revelação dos pólos arquetípicos femininos. mas, mais que isso, um brilhante caminho para se pensar nas questões mais relevantes deste universo mulheril contemporâneo... aff!

para ler, copie e cole o endereço abaixo na barra do seu navegador.

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2012/06/por-que-imagem-da-vagina-provoca-horror.html

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Cafe Müller - mais um achado

Mais um achado na net. Cafe Müller na íntegra.

Pina Bausch - Die Klage der Kaiserin

A obra, que traduzida em português se chama "O lamento da imperatriz" foi um de um grande estímulo no início do processo do M,M. Aqui, agora, ela existe na íntegra no youtube... Viva!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Roberta e Miriam e "M,M"

Em 4 partes, o bate-papo de Roberta Siqueira e Miriam Gimenes vai revelando os pólos que levaram a produzir o M,M após 25 anos da última aparição artística.

Foi dividido assim:

Sobre o Chico Neller:

Sobre a concepção:

Sobre o "3º elemento":

E, os agradecimentos:

sábado, 3 de setembro de 2011

Aprendendo com os mestres

Para essa nova experiência no Maria, Madalena como assistente de direção usei alguns "ensinamentos" de professores da pós em dança (e amigos da dança) os quais me ajudaram nas orientações para a composição da cena, já que, no caso do M, M, não se trata de uma composição de coreografias e sim de uma construção no/do corpo, em cena.

Me apropriei de um texto do Paulo Caldas (O Movimento Qualquer) em que ele escreve:

"Aqui, tendo a considerar dois âmbitos da composição coreográfica: o artesanato e a arquitetura. Definiria, precariamente, o artesanato como aquilo que se passa sobretudo no corpo, um trabalho sobre o corpo ligado à composição de uma partitura de movimento; definiria, precariamente, a arquitetura como aquilo que se passa sobretudo na cena, um trabalho sobre esses elementos constitutivos (incluso aí, evidentemente o corpo)".

Essa ideia de artesanato e arquitetura me ajudou no entendimento do que acontece na cena (com cenários, figurinos, música, luz), que a meu ver, é diferente do que acontece no corpo. Como já dizia Merce Cunningham "música, figurino, cenário, iluminação e dança possuem lógica e identidade próprias separadas".

Me fez pensar em como uma fotografia, onde se vê o todo (arquitetura) revela pouco e o quanto ela passa a revelar à medida que se amplia infinitamente uma parte dela. Até se descobrir algo que a princípio não era visível, o trabalho do corpo na cena (artesanato). Trouxe essa estrategia para propor às intérpretes que buscassem esse estranhamento, algo não revelado, para a composição das personagens (e de seus movimentos), principalmente para aquela que para mim foi a mais difícil de compor, a Madalena.

Me vem a cena do filme "Blade Runner" de Ridley Scott, em que o ex-blade runner (caçador de andróide) Deckard, usa da tecnologia para desvendar uma fotografia e assim descobrir elementos/pistas que o levassem ao paradeiro dos andróides fugitivos.

A cena pode ser vista no link abaixo
http://youtu.be/QkcU0gwZUdg

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A face oculta de Simone

Oi. Este ano li alguma coisa que me explodiu o ânimo em relação a ser mulher. Penso que tem a ver com a pesquisa do Maria, Madalena e divido aqui com vocês (não resisti em usar a minha senha para layout da página, hehehe - ah, sei que estou em casa, oras bolas).

Foi na edição 55 da direitosa revista Piauí.. Wolinski, um cartunista francês, escreveu um texto (como uma carta de amor, cheia de erotismo e devoção) em reação à foto de Simone de Beauvoir nua. A grosso modo, Simone foi a grande disseminadora do feminismo no mundo, com seus livros e seu modo de viver (ela também tinha um relacionamento com Jean Paul Sartre). Se você der um google nas imagens de Simone, vai achá-la toda vestida, até de gravata (e não menos feminina, veja só: http://www.google.com.br/search?q=simone+de+beauvoir&um=1&ie=UTF-8&tbm=isch&source=og&sa=N&hl=pt-BR&tab=wi&biw=1280&bih=880). 

Wolinski fala da mulher de antes e depois de Simone. Somos as mulheres de depois, não somos? Às vezes eu duvido, vou te dizer, mas eu nunca desacredito.  Não é que a gente tenha que viver como ela, afinal, como Wolinski coloca, a bunda de Simone a traiu. Acho que sim. Acho que não. Acho que traiu a dureza como a gente olhava pra ela, abotoada. Simone está nua! E vejam os sapatos, ela usa sapatos... a rainha é bela.

Em qual caixa estão os sapatos de Simone?


domingo, 28 de agosto de 2011

Sobre Miriam, Yan...

...Renata (na performance), Roberta, Chico, Fran, Let, Adriel (por trás da câmera) e Laura!


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Em tempos de Maria, Madalena


Certamente Clarissa Pinkola Estés (Mulheres que Correm com os Lobos) está entre os livros da pesquisa teórica do M,M. Mas a Miriam poderá falar melhor disso. Por ora, aí vai um pequeno trecho que "guardo" comigo (todo ano copio na primeira página da minha agenda).

"Delimitar territórios, encontrar nossa matilha, ocupar nosso corpo com segurança e orgulho independentemente dos dons e das limitações desse corpo, falar e agir em defesa própria, estar consciente, aberta, recorrer aos poderes da intuição e do pressentimento inato às mulheres, adequar-se aos próprios ciclos, descobrir aquilo a que pertencemos, despertar com dignidade e manter o máximo de consciência possível"

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Trecho do livro "Vasos Sagrados", via Miriam Gimenes:

Tú és um pote sem fundo
que jamais se pode encher
Ès o abismo o nada,
porém tudo que existe
deve a ti a sua origem!


Waldo Motta